Quando passa

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Nunca podemos precisar quando passa

As fotografias vão sendo cobertas por outras quaisquer imagens e frases que nos parecem fazer agora mais sentido à medida que as feridas se vão cosendo na invisibilidade do tempo. A selecção natural de memórias é reprogramada e o que importa já não é o que importou. Parece que uma nova estrutura óssea irrompe no interior da que outrora se revelou tão frágil, dando lugar a um combatente mais apto para cruzar outros precipícios que a irregularidade do trajecto lhe possa apresentar. O acaso não carrega apenas com as nossas mágoas e de quando em vez resolve dizer-nos que o que conhecemos do que nos rodeia é demasiadamente pouco para tudo o que há por abraçar. 
Faria tudo de novo para chegar até aqui. O ponto de partida para todos os amanhãs que ainda me sinto capaz de dobrar.
Nunca podemos precisar quando passa. Mas passa sempre.
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2 COMENTÁRIOS

  1. Continuo a creditar, e a reafirmar tudo o que disse, quando as palavras são sinceras e vindas do coração, elas perpetuar-se-ão através dos tempos, dos dias e horas do nosso futuro. Passado tornou-nos nas pessoas que somos hoje,mais fortes e maduras. Admiro muito o teu passado e todo o teu percurso, acho-te um grande profissional e cantor e um grande Ser humano, que tem um coração como não conheço mais nenhum. Nada é por acaso e quando ele acontece e nos traz coisas ou pessoas, ou sentimentos bons devemos o abraçar e dar-lhe um abraço apertado com mãos de infinito para ele ser futuro, com novas imagens, novas cores e se quisermos, acrescentarmos as cores do arco-iris pois somos nós os pintores da tela que é a nossa vida. Somos e seremos sempre os actores do palco que é a vida da qual somos nós que escrevemos a peça. Amei o acaso de um dia te ter encontrado e com tuas canções, alegria, amor me encheram a vida para o resto da minha vida

    Beijinho grande no coração directo para o teu grande coração Zé Bicho
    da Cristina Vieira

  2. Ainda és o rosto que procuro na multidão
    refrão do meu coração
    voz que oiço no vento
    sentimento que queima por dentro
    mão que quero dar
    pele com a tua quero queimar
    não quero ficar sem ti este Inverno
    quero te entregar este amor sincero
    quero amar-te e mimar
    ouvir-te, consolar e desejo matar
    sinto teus dedos na pele e cabelos
    quero acariciar tua pele e cabelo
    és nos dias frios meu conforto
    dos dias quentes o meu porto
    do meu mar és caravela
    onde a minha alma quer ser vela
    vem com o amor te encontrar
    espero teu beijar
    por ti o meu coração está a bater
    nunca te vou esquecer
    quando te encontrar
    vou para sempre te esperar
    por ti meu coração bate
    quando te oiço, corre a arrebate
    já não sei que fazer com o coração a sair pela boca
    de tanto gritar teu nome que estou a ficar rouca
    será que me consegues ouvir
    acho que sim porque te consigo sentir
    tocas no coração cada vez que cantas
    a minha vida encantas
    és a minha inspiração
    vamos ser felizes e cantar a mesma canção
    vem ainda te espero amor
    vem receber este amor
    que só a ti te vou entregar
    para sempre te vou amar

    beijinho da tua para sempre Cristina Vieira
    (Vieira também é um bicho, conchinha do mar, nada é por acaso)

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