O aeroporto

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Aqui sinto-me solitário e livre. Sem me esquecer de onde vim há sempre margem para não saber onde vou. Há desapego e renovação. Há medo e uma capacidade emergente de adaptação e diligência. Tudo o que amamos pode constituir um peso maior do que aquele que sabemos no imediato carregar e às vezes é preciso abandonar o leme da nossa vida para que possamos ter uma perspectiva externa da mesma. Nunca fui o melhor amigo da mudança pelo que receio o que ela em mim fomenta. Já nos custa tanto manter o que nos parece ser nosso que se torna uma tormenta poder perdê-lo ou sequer incorrer em qualquer ventura de conquista pelo trabalho e entrega que isso nos possa implicar. 

Fugi para perceber o que é amar e se o sei fazer. O que é perder e se o sei compreender. O que é desanimar e se o sei contornar. Fugi para que perceba a importância de regressar. Fugi para que perceba que a minha vida não é uma prisão com grades e porta de ferro, mas uma divisão que eu cuidadosamente construí e na qual desejo ficar. 

2 COMENTÁRIOS

  1. Porque fugir antes de tentar
    porque tentar compreender o que não há para entender
    porque uma viagem
    se ainda não passas-te pela paragem
    porque achas que é uma prisão
    quando te quero dar asas ao coração
    alma idêntica
    de ti sedenta
    coração que explode
    enquanto outro do amor foge
    para que fugir
    se sei teu sentir?

    Beijinho
    Cristina Vieira

  2. Agora sei o que é amar
    Agora sei o que é me sentir amada
    Mesmo quando partiste
    nunca do meu coração sais-te
    fiquei triste por saber que estavas feliz sem mim
    mas ao mesmo tempo contente por te ver bem
    colas-te meu coração com a canção
    que cantas-te num Pub
    Há muito te espero
    Há muito te quero
    Amava estar contigo
    Falar contigo
    Voltas-te
    Mas não telefonas-te
    Procurei-te pelas ruas da cidade
    Não te encontrei
    Fui ver e ouvir o rio
    Teu olhar não encontrei
    Almocei sem apetite, na esplanada
    Não te vi passar
    Procuro teu rosto na cidade, não te encontrei
    Minhas mãos e braços não são prisões de ferro
    Sempre te quis ajudar a voar
    Hoje sou eu que sem ti, tenho as minhas quebradas
    Sem ti sinto-me a sofocar

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