Gala X – Lenny and the rock

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Depois de duas semanas de interregno para emissão de um especial de Natal que espero ter-vos feito boa companhia ao serão da consoada e de uma interrupção na emissão por consequência da programação de fim de ano, eis que estamos de volta ao jogo das imitações. Desta feita, com a minha estreia no Rock, interpretando o muy sexy e desgarrado Lenny Kravitz.
O dia começou cedo nesta semana particularmente atribulada. No dia anterior teríamos estado a actuar na gala de Natal da TVI e amanhã teríamos que gravar a semi-final do concurso. São três dias seguidos de muito trabalho e de muita disponibilidade física e emocional para conseguirmos estar à altura das transformações e execuções dos temas.

Hoje cheguei cedo e particularmente bem disposto. A semana iria ser dura mas neste momento sentia-me no pico do ritmo. Cumprimentei as pessoas pelos corredores, vesti o meu fato Eduardo Amorim e lá fui eu para a entrevista.


Os bonecos de hoje faziam-me crer que a gala se avizinhava interessante. O Rossi ficava particularmente aprazível disfarçado de Fernando Mauricio e lembrando-me o Tom Cruise no filme Colateral.


A minha Maria abraçava o difícil desafio de se transformar no enorme Bob Marley com a descontracção e espírito de missão rigorosa que tão bem a caracteriza. É complicado e só de facto com um bom espírito de trabalho e uma enorme capacidade para brincarmos conosco é que isto era possível.

Os ensaios correram como de costume, sendo que me identifiquei particularmente com o visual exuberante do meu boneco. Ele é pelos falsos, ele é tatuagens por todo o lado, ele é cabedal na perna. Um sonho de moço!


O dia de caracterização foi moroso, não só pelo facto de haver tantas pessoas a interpretarem cantores negros como também por serem bonecos de alguma exuberância física.

A tarde foi passada na cadeira da caracterização, com as típicas sonecas pelo meio que o meu querido Mourato teima em registar na penumbra para depois nos embaraçar no nosso grupo de whatsapp. Compreendem agora?


A Lília é o doce que se sabe e conversamos sempre bastante e sobre quase tudo durante estes momentos em que ela me concede o privilégio de me desenhar os braços com o seu inesgotável talento.


Segui para a cadeira do Cortez onde os momentos de coerência desabam, dando sempre azo a uma troca saudável de parvoíces. O Cortez tem uma personalidade bastante semelhante à minha nesse aspecto e é quase impossível não aparvalharmos na companhia um do outro. Gosto muito dele e levo daqui um amigo, certamente.


A gala decorreu ao ritmo normal, com a Carolina a fazer, quanto a mim, a sua melhor prestação de sempre no programa. Uma Etta James incrível, com o toque de descontracção que lhe é inerente. Para mim, a vitória da noite.

O Rossi foi igualmente extraordinário, sendo para mim o top 2 da noite.

A Marta recriou Alanis Morissette, um dos meus ídolos de infância e nota-se o seu crescimento a olhos vistos ao longo do programa, diante de todos nós que a aplaudimos com carinho. É difícil não gostar da Marta.

A preferência acabou por recair no Shaggy do David. Às vezes as vozes caricaturáveis são uma aposta ganha, à semelhança do que me aconteceu com Shakira, e o David é muito sensato nas escolhas públicas que faz durante as suas performances. Trazer a Albertina para o palco no final foi a cereja no topo do bolo.


Para a semana há mais para vocês.

Para nós, é já amanhã. Está quase.

Deixo-vos com o vídeo da praxe. Até já

Gala X

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