From Berlin with love

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Senti que este ano era decisivo para renovar alguns conceitos na minha forma de ser e de estar. Preciso de crescer e de me deixar de merdas. Esta coisa da zona de conforto é muito gira mas tende a prender-nos numa área estanque em que a margem de progressão se afoga terna e lentamente. Preciso de agitar as águas e procurar novos focos de inspiração. Chega de falar sobre o par de patins que levei, chega de chorar a morte de quem não volta, chega de me confinar à rotina pequenina que a tanto custo e esforço conquistei. Há tanto por ver e por ser. Peguei nas minhas peles falsas e disse cá para mim, este ano é para viajar. 


É facto que não suporto aviões. É facto que me apoquenta ter que me submeter a todo o processo de aeroporto. O meu provincianismo vem sempre ao de cima. São filas e filas, gente trombuda a examinar-nos como se escondêssemos uma bomba atras da orelha e demora tudo muito. Estão a ver a comparação entre os ratos e as pombas? É tipo a central de camionagem e o aeroporto na minha cabeça. Males necessários. Durante o voo dormi que nem uma lontra e ansiei que o tempo passasse. 


A minha Amelie foi buscar-me ao aeroporto e viemos pousar as coisas ao nosso simpático albergue. Decidimos explorar a coisa a pé e não resistimos a ir jantar ao célebre McDonalds. Já era tarde, a viagem ainda é comprida e não há nada como jogar pelo seguro quando são 11 da noite num país estranho. O Tomás Barbosa que não leia isto, de forma alguma, que se não recomenda-me choques é na cabeça. 


No final de “jantar” acabámos por entrar no primeiro bar de aspecto convidativo que encontrámos e por ali permanecemos um bom bocado. Pode fumar-se no interior, a música é um rock simpático e atípico e as pessoas estão agrupadas de forma numerosa. No ar o odor a erva é pronunciado e os copos de cerveja são absurdos de enormes. Tirámos fotografias a quase tudo, quais senhoras de idade que contemplam pela primeira vez o mar e decidimos recolher cedo porque somos pessoas do lar e amanhã queremos aproveitar o dia. 

Até mais. 

Até já 

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7 COMENTÁRIOS

  1. Alguém disse: ” para saber quem realmente somos,temos de sair de onde estamos.” E é ,sem dúvida, uma grande verdade. Diverte-te.

  2. Enjoyed examining this, very good stuff, thankyou . While thou livest keep a good tongue in thy head. by William Shakespeare. bfacbfgkeffa

  3. Fizeste bem em viajar, por muita falta que nos faças, mas sim de vez em quando é preciso voar da zona de conforto e ver outras paisagens, comer num sitio diferente, encontrar amigos e amigas que nos esperam em outras paragens de braços abertos, com quem convivemos, temos outras conversas fora do habitual e ainda se juntam para cantar uma canção, para se alegrarem e partilhar com os outros essa viagem. Espero que tenhas renovado a alma como precisavas. Fizeste bem.

    Beijinho grande
    Cristina Vieira
    para ti Zé Bicho

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