Fragilidades de quem dura

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Ai ventagem, selvagem e desajustada que me eriças a pelugem e me prostas confinado ao nada. Os canídeos, alheios a subsídios, jazem na cama que fazem ladeados pelos meus membros trôpegos e devidamente enleados. O frio está com o cio e eu amparo-me de tais encontros. Deparo-me com tantos monstros que me abalam as certezas e me adiam as diligências, apressando rezas e consequentes condolências. Pelo meio desistências e pressa de ja lá estar, coisas do verbo amar que vem sempre tão cheio de incidências e esgar. As palavras altercadas e as surpresas falhadas combinam-se em tom conspirativo, procurando um só motivo para que hipotéticas facadas e nobrezas manchadas se atrevam a dar de si. Não há dó, nem ré, nem mi que possam encantar tão vis relatos que ouvis por aí. Partem-se alguns pratos, estragam-se refeições, há gesticulares febris e alguma falta de condições. Resta-nos a quietude, lado a lado, partilhando um fado e a finitude de outra ventura, com fulgor e amargura.
Fragilidades de quem dura.
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1 COMENTÁRIO

  1. Quem dura, torna-se mais forte cada dia que passa. Temos de viver o presente, acordar a sorrir e tirar o bom de cada parte do nosso dia. Agora vive-se o presente, constrói-se o futuro, as sementes que plantamos hoje, são os frutos que colheremos amanha. Temos de ter pensamento positivo e sermos felizes com nós mesmos e tentar fazer o outro feliz, tratando-o com respeito e amizade. Temos de viver o momento com sabedoria bondade e gratidão. Somos nós que escrevemos a história das nossas vidas, somos nós os actores no palco que é a vida. Há sempre dois caminhos que poderão ser percorridos, quando erramos, temos sempre a opção de mudar e endireitar as linhas que escrevemos.

    Felicidades grande e doce Zé Bicho. Beijinho grande e doce do meu coração para o teu grande coração

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