Deja vu

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Eu já estive aqui. Não era o mesmo eu, a minha percepção não se assemelhava sequer à do momento, mas sei que sim. Que foi aqui. Neste sítio onde o sol não tem sombra e onde eu jamais me poderia abrigar da liberdidade inerente ao desapego. Fico sempre entalado no circuito de balanços de quando em vez me assola e degola qualquer certeza acerca de onde me devo dirigir. Talvez volte sempre aqui. E isto seja o paradigma existencial que nos confunde a atordoa. Voltarmos aos mesmos lugares com novas formas de os ver e experiênciar. Reagir de maneiras distintas aos mesmos dilemas. Para que um dia possamos partir com uma breve noção de que estivemos perto da solução. 
Quase lá. Quase aí. 

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