Com as mãos

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Eu vejo com as mãos. E conspurco e infecto e retruco em afecto. Das mãos, em sulcos pequenos, sibilantes venenos de reveses e senãos. Eu vejo com as mãos. E rasgo e como e invado e retorno. Das mãos, sinceras e amenas, quimeras pequenas de vozes e negação. Eu vejo com as mãos. E destroço e implanto, almoço e decanto. Das mãos, em doses irreflectidas, insinuações desmedidas de inocência e redenção. Eu vejo com as mãos. E mordo e transbordo e abordo e abnego. Das mãos, robustas e plenas da pele que me condenas em mais vidas que me são.

By Darko
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1 COMENTÁRIO

  1. Eu sinto tuas mãos em tudo o que faço e até as consigo sentir na minha pele, seu odor e tacto, adoro as tuas mãos bonitas, que um dia entrelaçaram com as minhas em união e minha pele então sentirás. Minha pele macia, acariciará tuas mãos e te levantará sempre que precisares. Adoro as tuas mãos que suavemente toca o piano, que me ajuda a sonhar.

    Beijinho
    Cristina Vieira
    Zé Bicho

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