Adeus à carne

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O apreço pelo Carnaval destoa-me os sentidos, são festejos que não erradicam grande consideração.

 

Mergulhamos no fim-de-semana, máscaras e tombos entre os ditos foliões, jorram alegria e contradições.

 

É do vinho, dirão, as ideias passam – me ao lado…forro a mais, flácidas garotas a tentar sambar, homens que se proseiam gajas para seu descanso.

 

Candidato-me a não ser bem-vindo a Torres, o corso tem uma tristeza subjacente, gentes que proclamam alegria, a desdita toma uma sombra de exílio a parangonas de crise. 

 

Agrilhoado a uma vontade férrea, hibernarei durante este lúdico paganismo, que se tomou religioso, neste “adeus à carne”, abasteço a minha casa de campo, vinho e prazeres da carne, colorido e mágico como o bom dia que baterá na minha porta, na quarta que não será de cinzas.

 

A quem derruba as minhas defesas, que sejam exorcizados os vossos demónios, que as matrafonas sejam o protesto do armário.

 

Don Filipe Tiburcio 

 

 

 

 

 

 

 

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