250 anos de Bocage

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Bocage, castrado, proscrito na resenha nacional, entre a bruma, deturpado nas calendas do Português e da educação dos petizes de amanhã. 

 

Vibramos com toda a porcaria que nos dão de fora, a língua portuguesa não passa de algo obsoleto, que ninguém dignifica, ninguém se esforça. O Intendente do Pina Manique na sua pretensa de detonar Bocage, rejubilaria por este século, onde um tipo genial é esquecido.

 

A Lusitânia está sonsa, apascentamostransbordos em circuitos de preços reduzidos. Que tal começarmos a usar o cérebro?

 

Manifesto à integridade da Língua, comunicamos numa protolíngua, roçamos a linguagem de trogloditas, não escrevemos, enviamos SMS e despejamos Bocage pelo ralo.

 

Onanismo é imbecil, a estupidificação tende a ser transcendental, o desejo carnal tem, impera, obriga a uma boa queca mental.

 

Incomoda – me que Bocage não passe de um tipo bêbado, putanheiro e incoveniente, descartável em todo o seu brilhantismo literário, da poesia, prosa ao ensaio e que seja apreciado somente pelas elites académicas. 

 

O cadafalso está próximo…

 

Don Filipe Tiburcio 

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